Jiquiriçá acorda de luto e com uma pergunta que precisa de resposta. Elisângela Cruz Santos, 29 anos, natural do município, foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (23) no Parque Florestal de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O que inicialmente parecia uma morte natural rapidamente se transformou em caso de suspeita de violência — e um detalhe do passado do companheiro acende um alerta vermelho.
O caso começou quando um familiar acionou o Departamento de Polícia Técnica (DPT). A princípio, a morte foi tratada como natural. A situação mudou quando a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) constatou a presença de hematomas no corpo da vítima, levantando suspeitas de agressão física.
O companheiro de Elisângela, cuja identidade não foi revelada, relatou que ela vinha passando mal desde o dia anterior, sendo tratada em casa com chá e leite. Conduzido à DEAM, ele prestou depoimento, negou qualquer tipo de agressão e afirmou desconhecer a origem dos hematomas. No entanto, segundo apuração do jornalista Alex Freitas, o homem possui passagem anterior pela DEAM por agressão à companheira. O casal estava junto há cerca de dez anos.
O corpo foi removido ao DPT de Camaçari e posteriormente encaminhado ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, em Salvador, para exames complementares que devem esclarecer a causa da morte.
Elisângela foi transladada para Jiquiriçá. O velório ocorrerá na noite desta segunda-feira (23), na casa de um tio, na Rua Ribeirão, Loteamento Rio Jiquiriçá, nº 52. O sepultamento está previsto para esta terça-feira (24), às 8h, no cemitério local.
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