O debate sobre a formação da chapa governista para as eleições de 2026 voltou ao centro das discussões políticas na Bahia após declarações do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Em entrevista concedida nesta sexta-feira à rádio Metropolitana FM, o emedebista afirmou que o grupo aliado do governo precisa acelerar as articulações e dar uma resposta clara sobre a composição da candidatura que disputará o próximo pleito estadual.
Segundo ele, o momento exige uma postura mais madura das lideranças políticas. Para Geddel, é fundamental que o governador Jerônimo Rodrigues convoque o conselho político da base para discutir de forma direta a definição da vaga de vice-governador e outras posições estratégicas na chapa.
Pressão por decisão para evitar especulações
Na avaliação do ex-ministro, a ausência de uma posição oficial abre espaço para rumores e interpretações equivocadas dentro do cenário político. Ele destacou que a demora na escolha dos nomes gera insegurança entre aliados e alimenta narrativas que podem fragilizar a unidade do grupo governista.
Geddel afirmou que o processo sucessório precisa ser conduzido com responsabilidade e diálogo entre os partidos que compõem a base do governo. Para ele, as discussões devem ocorrer de forma reservada e objetiva, evitando que disputas internas se transformem em embates públicos.
Papel do MDB na base governista
Durante a entrevista, o ex-ministro também ressaltou a atuação do Movimento Democrático Brasileiro na defesa do governo estadual. Segundo ele, o partido tem assumido protagonismo nas articulações políticas desde as eleições de 2022, especialmente após o distanciamento do Progressistas do campo petista.
De acordo com Geddel, os emedebistas têm participado ativamente do debate público e enfrentado críticas ao defender as ações da gestão estadual, enquanto outros aliados, na visão dele, adotam uma postura mais discreta.
Divergências internas e tentativa de pacificação
O ex-ministro também comentou as recentes trocas de declarações nas redes sociais envolvendo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior. Apesar do clima de tensão, Geddel minimizou os episódios e afirmou não acreditar em um rompimento entre o MDB e o grupo político que governa o estado.
Ele ressaltou que prefere acompanhar o processo com cautela e evitar declarações que possam ampliar conflitos internos.
Crítica à busca por polêmicas
Geddel ainda fez críticas à forma como parte do debate político tem sido conduzida publicamente. Segundo ele, muitas vezes declarações são interpretadas ou destacadas de forma a gerar polêmicas e repercussão nas redes sociais.
O ex-ministro afirmou que sua intenção é compreender o cenário político de maneira objetiva e acompanhar as decisões das principais lideranças do grupo governista. Ele disse, inclusive, que ainda não tratou diretamente do assunto com o governador Jerônimo Rodrigues nem com outras figuras centrais do grupo, como o senador Jaques Wagner.
Para Geddel, a definição da chapa precisa ocorrer com diálogo entre os partidos e clareza nas decisões, evitando disputas desnecessárias dentro da base que sustenta o governo na Bahia.
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