A presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, que ganhou destaque nacional ao defender que só possa ser chamado de chocolate o produto com mínimo de 35% de cacau, agora se prepara para disputar uma cadeira no Legislativo Federal nas eleições deste ano.
Sua proposta é considerada um marco para os cacauicultores baianos, que há anos enfrentam a desvalorização da amêndoa diante de produtos industrializados com excesso de açúcar e gordura. Além disso, Vanuza atua contra contratos de importação de cacau africano, medida que, segundo representantes do setor, poderia sufocar ainda mais o produtor nacional.
Nos bastidores, sua candidatura é vista como uma extensão da luta pela valorização da lavoura, representando uma “voz do cacau raiz” que conhece a realidade do campo e fala diretamente a linguagem dos agricultores. Produtores acreditam que sua entrada na política pode fortalecer ainda mais o setor, melhorar a renda do trabalhador rural e pressionar por maior proteção ao mercado interno.
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