A cidade de Irecê, no centro-norte da Bahia, será palco nesta quinta-feira (5) da 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, evento que coloca no centro do debate os desafios enfrentados pelo semiárido baiano diante da estiagem prolongada. A iniciativa é promovida pela Fundação Índigo, em parceria com o União Brasil, e reúne lideranças políticas nacionais, especialistas e representantes da sociedade civil.
Com o tema “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”, o encontro propõe uma reflexão ampla sobre os impactos da crise hídrica na vida da população, na economia regional e, principalmente, na produção agropecuária - uma das bases do sustento no sertão.
A abertura do fórum ficará a cargo do ex-governador do Ceará e ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, que deve abordar políticas públicas, estratégias de convivência com a seca e experiências acumuladas ao longo de sua trajetória na gestão pública. Em seguida, a programação contará com uma roda de debates reunindo o ex-governador da Bahia Paulo Souto e o ex-prefeito de Salvador e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto, que discutirão alternativas para mitigar os efeitos da estiagem e promover desenvolvimento sustentável na região.
Esta é a primeira edição do Fórum S.O.S Bahia em 2026, e o foco principal está na atual crise hídrica que atinge grande parte do estado. De acordo com dados apresentados pela organização do evento, em abril de 2025, cerca de 2 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pela seca extrema, levando 65 municípios baianos a decretarem situação de emergência.
Em algumas cidades do centro-norte do estado, o cenário foi classificado como o mais grave das últimas quatro décadas, com prejuízos severos para a agricultura, a pecuária e o abastecimento de água, além de impactos sociais significativos.
O fórum busca, além do diagnóstico da situação, apontar caminhos viáveis para políticas públicas mais eficazes, fortalecimento da infraestrutura hídrica e estratégias de convivência com o semiárido, reforçando a importância do planejamento de longo prazo para enfrentar eventos climáticos cada vez mais extremos.
Fonte: Alô Alô Bahia
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