O Ilê Aiyê se manifestou publicamente nesta segunda-feira (6) após o assassinato da jovem Karielle Lima Marques, de 23 anos, e de seu filho de apenas seis anos, no município de Ibirapitanga, no Baixo Sul do estado. O caso gerou forte comoção e reacendeu o debate sobre a violência de gênero no país.
Segundo informações iniciais, o principal suspeito do crime foi identificado como Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos. Ele não teria aceitado o fim do relacionamento com a vítima. Após o ocorrido, o homem foi encontrado morto.
Em nota divulgada nas redes sociais, o Ilê Aiyê expressou profunda tristeza e revolta diante da tragédia, destacando a trajetória de Karielle como uma jovem marcada pela representatividade e força cultural. Ela havia participado do tradicional concurso Deusa do Ébano, realizado em Salvador, e era reconhecida por sua atuação como capoeirista e trancista.
A entidade ressaltou que a jovem simbolizava a valorização da beleza negra e tinha uma trajetória promissora, interrompida de forma violenta. Além disso, reforçou seu posicionamento histórico na defesa da vida e dos direitos da população negra, especialmente das mulheres, que são as principais vítimas de feminicídio no Brasil.
O bloco também chamou atenção para a gravidade do caso, afirmando que situações como essa não podem ser tratadas como episódios isolados, mas sim como reflexo de um problema estrutural. Na avaliação da instituição, é fundamental que haja maior envolvimento do poder público e da sociedade no enfrentamento à violência, com políticas eficazes de proteção e responsabilização dos agressores.
Karielle deixa outro filho, além da criança que foi vítima do crime. O caso segue repercutindo em toda a Bahia, com manifestações de solidariedade à família e pedidos por justiça.
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