O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), se reuniu com vereadores da sua base aliada na Câmara Municipal para alinhar o posicionamento sobre um tema que tem gerado forte debate político: o pagamento dos precatórios do Fundef aos professores da rede municipal.
A principal controvérsia gira em torno de uma emenda apresentada pelo vereador Professor Ivamberg, que propõe incluir os juros no cálculo dos valores a serem rateados entre os profissionais do magistério. Pela legislação atual, 60% dos recursos devem ser destinados aos professores, mas há divergência sobre a inclusão ou não dos encargos adicionais nesse montante.
A gestão municipal tem se posicionado contra a proposta e trabalha para evitar alterações no texto original. Nos bastidores, a movimentação é vista como uma tentativa de manter o controle sobre um tema sensível, que costuma provocar debates acalorados no Legislativo.
O governo busca, assim, evitar impactos financeiros imediatos e reduzir o desgaste político junto à categoria e à opinião pública.
Ainda de forma reservada, há indicativos de que a prefeitura pode adotar uma postura estratégica caso a questão seja levada à Justiça. A sinalização é de que, se o Tribunal de Justiça da Bahia decidir pela inclusão dos juros no rateio, o município não deve recorrer da decisão.
Na prática, essa postura permitiria que a responsabilidade pelo desfecho recaia sobre o Judiciário, evitando que o Executivo assuma diretamente o custo político de uma eventual concessão aos professores.
A discussão sobre os precatórios do Fundef continua mobilizando vereadores, professores e representantes sindicais em Feira de Santana. O tema envolve valores expressivos e impacto direto na remuneração da categoria, o que amplia a pressão sobre o poder público.
Enquanto isso, a estratégia da gestão municipal indica uma tentativa de equilibrar interesses políticos, financeiros e jurídicos, deixando em aberto o desfecho final da questão.
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