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Juiz ameaçado vive sob escolta armada após assumir investigação da fuga no presídio de Eunápolis

Publicada em 01/05/2026 às 10:39h - Redação Rádio Vida


Juiz ameaçado vive sob escolta armada após assumir investigação da fuga no presídio de Eunápolis
 (Foto: Reprodução / Redes Socias )



A rotina do juiz Otaviano Sobrinho, titular da 1ª Vara Criminal de Eunápolis, mudou drasticamente nos últimos meses. Após assumir a condução do processo que apura a fuga de detentos do Conjunto Penal do município, o magistrado passou a viver sob proteção permanente, diante de ameaças consideradas graves por órgãos de segurança.

Com 36 anos de carreira no Judiciário, o juiz enfrenta um cenário incomum: escolta armada durante 24 horas e adoção de medidas de autoproteção dentro e fora do ambiente de trabalho. Entre elas, o uso constante de colete à prova de balas, inclusive nas dependências do fórum.

Em entrevista à TV Bahia, Otaviano Sobrinho revelou que recebeu informações de inteligência indicando a possibilidade de ações criminosas planejadas para atingir autoridades públicas. Segundo ele, os supostos ataques teriam como objetivo causar repercussão social e demonstrar força de organizações criminosas diante do Estado.

De acordo com o magistrado, as ameaças não foram genéricas. Ele afirmou ter sido incluído entre os alvos de possíveis investidas, o que levou ao acionamento imediato do sistema de segurança institucional do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A partir disso, foi determinado o acompanhamento por agentes armados e reforço nas estratégias de proteção pessoal.

O juiz também esteve à frente de uma das decisões mais impactantes do caso: o afastamento de toda a diretoria do Conjunto Penal de Eunápolis logo no início das investigações sobre a fuga em massa. A medida foi considerada fundamental para garantir a lisura do processo e evitar interferências.

Mesmo sob forte esquema de segurança, Otaviano Sobrinho segue conduzindo as apurações. O caso continua em andamento e é tratado como prioridade pelas autoridades, diante da gravidade dos fatos e dos riscos envolvidos.

A situação evidencia os desafios enfrentados por integrantes do Judiciário que atuam diretamente contra o crime organizado, especialmente em casos de grande repercussão e com potencial de retaliação.

Fonte: g1 BA e TV Bahia




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