O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, trazendo a previsão de reajuste do salário mínimo para R$ 1.717. Caso seja aprovado, o novo valor representará um aumento nominal de 5,92% em relação ao piso atual.
A proposta segue a política de valorização que combina a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para o cálculo de 2027, foi considerada uma estimativa de 3,06% de inflação acumulada até novembro, somada ao desempenho da economia em 2025, respeitando os limites estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal.
Além do valor previsto para 2027, o texto também apresenta projeções para os anos seguintes, que ainda poderão sofrer alterações conforme a evolução dos indicadores econômicos:
O salário mínimo tem impacto direto nas contas públicas, já que serve de base para o pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego. Atualmente, milhões de brasileiros têm sua renda vinculada ao piso nacional.
Desde 2023, o país retomou a política de reajuste que inclui ganho real, ou seja, aumento acima da inflação. No entanto, mudanças aprovadas no fim de 2024 passaram a limitar esse crescimento, estabelecendo um teto de até 2,5% acima da inflação, em conformidade com as regras do novo regime fiscal.
Especialistas apontam que o aumento real do salário mínimo tende a pressionar os gastos públicos, ao mesmo tempo em que amplia o poder de compra da população. Por outro lado, o controle desse crescimento foi adotado como medida para manter o equilíbrio das contas do governo nos próximos anos.
O projeto agora será analisado pelo Congresso Nacional, e o valor definitivo do salário mínimo para 2027 só será confirmado no final do mês de dezembro de 2026, após a consolidação dos índices econômicos utilizados no cálculo.
Fonte: g1 e TV Globo / Brasília
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