Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7 recebem, nesta segunda-feira (27), a parcela referente ao mês de julho. Os pagamentos seguem o calendário oficial do programa, administrado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e operacionalizado pela Caixa Econômica Federal.
Neste mês, o valor médio pago às famílias brasileiras é de R$ 679,19, resultado da soma do benefício mínimo e dos adicionais destinados a públicos específicos, como crianças, gestantes e mães de bebês recém-nascidos.
Benefício mínimo permanece em R$ 600
O programa mantém o valor mínimo de R$ 600 por família, mas muitos beneficiários recebem quantias superiores devido aos benefícios complementares previstos pelas regras do Bolsa Família.
Entre os adicionais pagos estão:
Esses complementos são calculados de acordo com a composição de cada família inscrita no Cadastro Único.
Pagamento antecipado em municípios em emergência
Neste mês, moradores de 175 municípios brasileiros receberam o benefício de forma antecipada, independentemente do número final do NIS. A medida contemplou cidades que enfrentam situações de emergência ou estado de calamidade pública.
Foram beneficiados municípios localizados nos estados do Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe, onde eventos climáticos e outras situações excepcionais motivaram a liberação antecipada dos recursos.
Consulta pode ser feita pelo Caixa Tem
Os beneficiários podem acompanhar todas as informações sobre o pagamento utilizando o aplicativo Caixa Tem, onde é possível verificar o valor da parcela, a composição do benefício, a data de liberação dos recursos e movimentar o dinheiro diretamente pela conta poupança social digital.
Também é possível consultar informações por meio do aplicativo oficial do Bolsa Família e nos canais de atendimento da Caixa Econômica Federal.
Regra de proteção continua em vigor
O programa mantém a chamada regra de proteção, criada para garantir uma transição mais segura às famílias que conseguem aumentar a renda por meio de emprego formal ou outra atividade remunerada.
Atualmente, famílias que ultrapassam o limite de renda exigido para permanência no programa podem continuar recebendo 50% do valor do benefício por até um ano, desde que a renda por integrante permaneça dentro do limite estabelecido pelo governo.
Já os beneficiários que ingressaram na regra de proteção até maio de 2025 continuam com direito ao período anterior, de até dois anos.
Seguro Defeso não reduz mais o Bolsa Família
Outra mudança importante permanece em vigor desde a retomada do programa em 2023: os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais desconto em razão do recebimento do Seguro Defeso, benefício destinado aos pescadores artesanais durante o período da piracema.
A alteração foi estabelecida pela Lei nº 14.601/2023, garantindo que os dois benefícios possam ser recebidos sem prejuízo ao valor pago pelo programa social.
Fonte: Agência Brasil
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