Um dos principais clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, o Corinthians recebeu uma proposta considerada histórica para a implantação do modelo de Sociedade Anônima de Futebol (SAF). O projeto, batizado de SAFiel, prevê um aporte financeiro que pode chegar a até R$ 2,5 bilhões, com foco na quitação de dívidas, modernização estrutural e fortalecimento esportivo do clube.
De acordo com informações divulgadas pelo portal ge, a proposta inclui um aporte inicial de aproximadamente R$ 600 milhões, destinado principalmente ao pagamento imediato de dívidas consideradas prioritárias. Entre elas está o débito com a Caixa Econômica Federal, estimado em cerca de R$ 550 milhões, referente ao financiamento da Neo Química Arena. Também está prevista a quitação de aproximadamente R$ 35 milhões devidos ao Santos Laguna, do México, pendência que resultou em um transferban imposto ao clube.
O plano apresentado pela SAFiel projeta a captação total de recursos entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões, que seriam utilizados não apenas para a reestruturação financeira, mas também para investimentos estratégicos. Entre os principais pontos estão a renegociação e organização das dívidas da arena, a modernização do Centro de Treinamento principal, a construção de um novo CT exclusivo para as categorias de base, além de investimentos diretos no elenco profissional e em infraestrutura geral.
A proposta foi formalmente encaminhada ao clube nesta terça-feira (6) e, por meio de um memorando, autoriza os idealizadores do projeto a buscarem investidores interessados em aportar recursos na futura SAF. Um dos diferenciais do modelo é a participação direta da torcida no negócio. A SAFiel pretende se consolidar como uma holding com duas classes de ações: uma voltada para torcedores, que se tornariam acionistas minoritários, e outra destinada a investidores institucionais.
Atualmente, o Corinthians possui uma dívida estimada em R$ 2,7 bilhões, conforme o último balanço financeiro divulgado. Pelo modelo proposto, o clube associativo se livraria do passivo, enquanto passaria a receber royalties mensais da SAF, garantindo uma fonte contínua de receita sem a responsabilidade direta pelas dívidas.
A proposta ainda será analisada internamente pela diretoria e pelos órgãos deliberativos do clube. Caso avance, o projeto pode representar uma mudança profunda na gestão do Corinthians, seguindo uma tendência crescente no futebol brasileiro de adoção do modelo SAF como alternativa para recuperação financeira e competitividade esportiva.
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