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NATAL SINDVALE
Internacional

Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina após captura de Maduro

Publicada em 05/01/2026 às 11:07h - Redação Rádio Vida


Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina após captura de Maduro
 (Foto: Reuters / Leonardo Fernandez Viloria)



As Forças Armadas da Venezuela reconheceram oficialmente, neste domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país, após a captura do presidente Nicolás Maduro durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. A decisão segue determinação do Supremo Tribunal de Justiça venezuelano (TSJ), que apontou Rodríguez como sucessora constitucional diante da ausência forçada do chefe de Estado.

Em pronunciamento divulgado por meio de vídeo, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino López, confirmou o apoio das Forças Armadas à nova presidente interina e condenou duramente a ação norte-americana em território venezuelano. Para o ministro, a operação representa uma grave violação da soberania nacional e um risco que extrapola as fronteiras do país.

“Trata-se de uma ameaça global. Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país”, afirmou Padrino López.

O ministro também exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro, classificado por ele como presidente legítimo da Venezuela, e repudiou o que chamou de tentativa de retomada de práticas colonialistas na América Latina e no Caribe.

“Rechaçamos essa pretensão colonialista que se deseja implementar sob o espírito da Doutrina Monroe”, declarou, ao pedir que a população mantenha a calma e retome gradualmente suas atividades cotidianas nos próximos dias.

Decisão do Judiciário e transição de poder

Antes mesmo do pronunciamento das Forças Armadas, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela já havia deliberado que Delcy Rodríguez deveria assumir interinamente a presidência, garantindo, segundo o tribunal, a continuidade institucional do Estado venezuelano em meio à crise provocada pela intervenção estrangeira.

Rodríguez, que ocupava a vice-presidência, passa a comandar o país em um cenário de forte instabilidade política, tensão diplomática e alerta máximo nas áreas de segurança e defesa.

Ataque e captura de Maduro

A escalada do conflito teve início na madrugada de sábado (3), quando uma série de explosões foi registrada em diferentes regiões de Caracas. Durante a ofensiva militar, forças de elite dos Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York.

O episódio marca um dos mais graves atos de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina nas últimas décadas. A última invasão militar norte-americana a um país da região havia ocorrido em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi sequestrado sob acusações de envolvimento com o narcotráfico.

Acusações e contestação internacional

Assim como no caso de Noriega, o governo dos Estados Unidos acusa Nicolás Maduro de liderar um suposto cartel de drogas conhecido como “Cartel de los Soles”. No entanto, especialistas em tráfico internacional de entorpecentes questionam a existência e a atuação dessa organização, destacando a ausência de provas concretas apresentadas publicamente.

Durante o governo Donald Trump, Washington chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, o que elevou ainda mais a tensão diplomática entre os dois países.

Interesses estratégicos e geopolíticos

Críticos da ação apontam que a captura de Maduro vai além das acusações judiciais e está inserida em um contexto geopolítico mais amplo. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e mantém relações estratégicas com potências consideradas adversárias dos Estados Unidos, como China e Rússia.

Nesse cenário, analistas avaliam que a intervenção busca enfraquecer essas alianças e ampliar a influência norte-americana sobre os recursos energéticos venezuelanos, aprofundando a instabilidade política e econômica na região.

Enquanto isso, a América Latina observa com apreensão os desdobramentos do episódio, temendo que a ação abra precedentes para novas intervenções diretas no continente.

Com informações da Agência Brasil

 

 




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