O empresário mexicano José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi sequestrado e assassinado no estado de Jalisco, no oeste do México. O caso veio a público na terça-feira (6) e provocou forte repercussão na imprensa nacional, reacendendo o debate sobre a violência em rodovias da região.
Fundado em 1954, o Grupo Corona é uma empresa tradicional do setor de bebidas alcoólicas, com atuação na produção de tequila, vinhos e licores. Apesar do nome, a companhia não possui qualquer vínculo com a cerveja Corona, cuja marca pertence ao Grupo Modelo e atualmente é controlada pela multinacional Anheuser-Busch InBev.
De acordo com informações publicadas pelo jornal El Universal, José Adrián Corona Radillo foi abordado por criminosos no dia 27 de dezembro, enquanto trafegava por uma rodovia que liga os municípios de Talpa de Allende e Puerto Vallarta, uma rota bastante utilizada por moradores e turistas. O empresário viajava acompanhado da família quando o veículo foi interceptado por homens armados.
Durante a ação, os criminosos roubaram pertences pessoais dos ocupantes do carro e sequestraram o empresário, liberando a companheira e os filhos no local. Eles não sofreram ferimentos. O desaparecimento de Radillo mobilizou autoridades locais e gerou preocupação entre empresários da região.
O corpo do presidente do Grupo Corona foi encontrado dois dias depois, em uma área próxima ao local do sequestro. Segundo a promotoria de Jalisco, a vítima apresentava sinais de violência e ferimentos provocados por arma de fogo, o que indica que o empresário foi executado após ser levado pelos criminosos.
Um aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi a ausência de contato por parte dos sequestradores. Não houve pedido de resgate nem qualquer tipo de comunicação com a família, comportamento considerado incomum em casos de sequestro, o que levou a polícia a trabalhar com diferentes linhas de investigação.
Conforme informou o site Infobae, uma das hipóteses analisadas é a de que José Adrián Corona Radillo tenha sido vítima de um ataque aleatório, sem ligação direta com suas atividades empresariais. A região onde o crime ocorreu é considerada de alto risco, com histórico de ações criminosas e disputas de grupos armados.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos detidos. As autoridades afirmam que as investigações continuam, com análise de imagens, coleta de depoimentos e diligências na área do crime. O Grupo Corona ainda não se pronunciou oficialmente sobre a morte de seu presidente.
O assassinato de José Adrián Corona Radillo reforça a preocupação com a segurança em estradas do estado de Jalisco, inclusive em trechos que ligam importantes destinos turísticos, evidenciando os desafios enfrentados pelas autoridades mexicanas no combate à criminalidade organizada.
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