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Vaticano descarta participação em iniciativa dos EUA para supervisionar Gaza e outros conflitos

Publicada em 18/02/2026 às 09:18h - Redação Rádio Vida


Vaticano descarta participação em iniciativa dos EUA para supervisionar Gaza e outros conflitos
 (Foto: Reprodução)



O Vaticano anunciou nesta quarta-feira (18) que não fará parte do chamado “Conselho da Paz”, proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a finalidade de acompanhar uma administração provisória na Faixa de Gaza e, futuramente, atuar em outras áreas de conflito internacional.

A decisão foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé e principal responsável por sua diplomacia. Em declaração divulgada pela agência Reuters, Parolin explicou que o Vaticano optou por não aderir à iniciativa por entender que o modelo apresentado não corresponde ao padrão tradicional das relações entre Estados soberanos.

Segundo o cardeal, a natureza da proposta difere das estruturas multilaterais reconhecidas internacionalmente, razão pela qual a Santa Sé considera mais adequado manter sua atuação nos fóruns diplomáticos já consolidados. A posição sinaliza preferência por mecanismos institucionais amplamente legitimados, como aqueles vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU).

O projeto norte-americano previa a criação de um organismo com participação internacional para acompanhar a gestão transitória de Gaza, além de monitorar eventuais processos de pacificação em outras regiões do mundo. No entanto, detalhes sobre composição, mandato e critérios de funcionamento ainda geram questionamentos na comunidade internacional.

Tradicionalmente, o Vaticano atua como mediador em crises globais e mantém postura de incentivo ao diálogo e à cooperação multilateral. Ao rejeitar a integração ao novo conselho, a Santa Sé reafirma sua estratégia diplomática baseada em canais reconhecidos pelo direito internacional e na centralidade da ONU como espaço legítimo para negociações de paz.

A decisão também evidencia cautela diante de iniciativas unilaterais, reforçando o entendimento de que processos de governança em áreas de conflito devem contar com amplo respaldo da comunidade internacional.




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