A Polícia Civil da Bahia realizou, na manhã desta quarta-feira (16), uma grande ofensiva contra o crime organizado em Jequié, no sudoeste do estado. Batizada de Operação Parabellum, a ação teve como alvo integrantes de uma facção criminosa suspeita de envolvimento em homicídios, tentativas de assassinato, tráfico de drogas e outros crimes.
Coordenada pelo Núcleo de Homicídios da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a operação contou com o apoio de forças estaduais e federais, incluindo policiais civis, militares e federais. No total, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos bairros da cidade.
Durante as diligências, os agentes apreenderam revólveres, munições, porções de cocaína, crack e maconha, além de balanças de precisão, rádios comunicadores, celulares, tablets, sinalizadores e dinheiro em espécie.
Sete pessoas foram presas - cinco por mandado judicial e duas em flagrante. Outras três foram conduzidas à delegacia por envolvimento em delitos de menor potencial ofensivo. Em um dos alvos, houve confronto armado. Um dos suspeitos foi baleado, socorrido pelos próprios policiais, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Um dos investigados permanece foragido e está sendo procurado pelas equipes que seguem com as buscas.
De acordo com o delegado Álef Augusto, responsável pelas investigações, a operação faz parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar as organizações criminosas que atuam em Jequié, município que registra elevados índices de violência associada à disputa entre facções.
- Esta operação representa uma resposta firme do Estado ao avanço do crime organizado. É uma medida necessária para garantir a segurança da população e enfraquecer o poder dessas quadrilhas - declarou o delegado.
O nome Parabellum foi escolhido em referência à expressão latina “Si vis pacem, para bellum” (“Se queres a paz, prepara-te para a guerra”), refletindo o posicionamento do Estado diante do cenário de violência urbana.
A Polícia Civil informou que novas fases da operação já estão previstas, com possibilidade de novas prisões e apreensões à medida que as investigações avançam.
Fonte: g1
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