Um crime seguido de suicídio abalou a cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia, na noite desta quinta-feira (17). O vereador Albério Carlos Caetano da Silva, conhecido como Bero do Jardim Aeroporto (PRD), de 53 anos, matou a tiros o homem Marcos Antônio dos Santos, de 36 anos, e, horas depois, cometeu suicídio sobre o túmulo do próprio pai.
Segundo a Polícia Civil, o assassinato ocorreu por volta das 19h, no bairro Jardim Aeroporto. Informações preliminares apontam que o vereador teria reagido a uma suposta chantagem feita pela vítima, que teria revelado a pessoas próximas a existência de um relacionamento amoroso entre os dois.
De acordo com as investigações, Marcos foi atingido por quatro disparos de arma de fogo e morreu no local. Após o crime, Albério dirigiu-se a uma chácara onde seu pai está sepultado e tirou a própria vida. No local, a polícia encontrou uma carta de despedida, na qual o vereador assumia o homicídio e dizia ter agido em resposta às "histórias inventadas" que, segundo ele, estavam comprometendo sua imagem pessoal e pública.
Albério Carlos era natural de Sertânia, no interior de Pernambuco, e vivia em Paulo Afonso desde 1973. Foi eleito vereador em 2024 com 1.555 votos. O corpo dele será sepultado na cidade natal neste sábado (19). Não há informações sobre o velório ou enterro de Marcos Antônio.
Com a morte do parlamentar, o suplente Celso Brito (PRD) deve assumir a vaga na Câmara Municipal, aguardando formalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A tragédia gerou reações de autoridades locais. Em nota, a Prefeitura de Paulo Afonso lamentou a morte de Bero do Jardim Aeroporto e destacou sua atuação política e o compromisso com a comunidade. A nota, no entanto, não mencionou a vítima do homicídio.
“Bero foi mais do que um representante político, foi a voz firme e presente do Jardim Aeroporto na Câmara Municipal”, afirmou o texto.
A Câmara Municipal também emitiu nota de pesar, decretando luto oficial por cinco dias. A instituição classificou o vereador como “profissional competente” e destacou seu legado político. Assim como a prefeitura, a câmara não fez menção direta ao assassinato nem à vítima.
Fonte: g1/Ba
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