Soldado da PM investigado em Salvador por atirar em bar após ser rejeitado por mulheres é indiciado por cinco crimes
O soldado da Polícia Militar da Bahia, Djavan Luiz Reis Souza, foi indiciado por pelo menos cinco crimes após se envolver em uma confusão no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (7), 12 dias após o ocorrido.
O episódio aconteceu na madrugada de 26 de julho, no Largo da Mariquita. Segundo as investigações, o policial tentou abordar, de forma insistente e contra a vontade, duas mulheres que estavam no local. Testemunhas relataram que, ao ser rejeitado, ele fez disparos de arma de fogo para o alto. Uma pessoa foi ferida por estilhaços.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito aponta delitos como lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo, importunação sexual, disparo de arma de fogo e direção sob efeito de álcool. Em depoimento, o soldado negou todas as acusações, mas, segundo o delegado Nilton Borba, que conduziu as investigações, imagens e relatos colhidos no local contradizem a versão apresentada.
“Nós ouvimos várias testemunhas e analisamos vídeos que rebatem a versão do policial. Ele tem o direito de apresentar a sua versão, mas a polícia apura fatos, não versões”, afirmou o delegado à TV Bahia.
Testemunhas relataram à reportagem que o PM se aproximou de uma das mulheres enquanto ela dançava, tocando sua cintura e nádegas. Ao ser repreendido, passou a importunar outra mulher, amiga do grupo, dizendo estar apaixonado. Diante de nova recusa, sacou a arma e efetuou um disparo.
Após os tiros, o policial deixou o local. A ocorrência foi atendida por equipes da 12ª Companhia Independente da PM (CIPM/Rio Vermelho), que realizaram buscas na região e em hospitais. Inicialmente, não foram encontradas vítimas, mas posteriormente uma mulher compareceu à delegacia relatando ter sido atingida por estilhaços.
O soldado, que atuava na Câmara Municipal de Salvador, responderá ao processo em liberdade, pois não foi preso em flagrante. O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que decidirá se oferecerá denúncia à Justiça.
Em nota, a Polícia Militar informou que está colaborando com as investigações e que adotará os trâmites disciplinares internos cabíveis, sem detalhar quais medidas serão aplicadas.
Fonte: g1/BA
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