A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta semana, um ex-deputado estadual de Goiás acusado de estuprar a própria filha, de apenas dois anos de idade. O homem, que também é médico e ex-vereador em Goiânia, foi localizado na região da Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, após meses de investigações.
A operação foi conduzida por equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), que cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Segundo os investigadores, a decisão judicial levou em consideração o risco de fuga, já que o suspeito tentava recuperar o seu passaporte português para deixar o país.
De acordo com a polícia, o caso começou a ser investigado há cerca de seis meses, depois que a mãe da criança percebeu mudanças no comportamento da filha e buscou atendimento médico especializado. A partir daí, foram colhidos depoimentos de testemunhas, além de relatórios elaborados por um pediatra e por um psicólogo.
A menina também participou de uma oitiva especial, procedimento previsto em lei para garantir a escuta protegida de crianças e adolescentes vítimas de violência. O material colhido foi considerado decisivo para o avanço da investigação.
Celular apreendido e provas analisadas: Antes da prisão, o ex-deputado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão, ocasião em que teve o celular recolhido. O aparelho passou por perícia, e as informações obtidas foram incorporadas ao inquérito, reforçando as evidências contra ele.
Declaração da polícia: O delegado Cristiano Maia, responsável pelo caso, afirmou que a prisão preventiva foi fundamental para impedir uma possível fuga e assegurar o andamento do processo. “Havia indícios claros de que o investigado estava se articulando para deixar o Brasil. Diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública, a medida se tornou indispensável”, destacou.
Após a prisão, o ex-deputado foi conduzido para a sede da DCAV, onde prestou esclarecimentos, e deverá ser transferido para o sistema prisional do Rio de Janeiro. O caso segue em andamento e, segundo a Polícia Civil, novas diligências ainda serão realizadas para complementar a investigação.
Redação: Rádio Vida, com informações da g1 Goiás
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