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Operação Blue Hope: Polícia Federal investiga surto de vírus letal em ararinhas-azuis na Bahia

Publicada em 03/12/2025 às 11:19h - Redação Rádio Vida


Operação Blue Hope: Polícia Federal investiga surto de vírus letal em ararinhas-azuis na Bahia
Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão para investigar vírus letal em ararinhas-azuis na Bahia  (Foto: Reprodução)



A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3) a operação Blue Hope, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão em Curaçá (BA) e em Brasília (DF). A ação faz parte das investigações sobre o circovírus, patógeno grave e potencialmente letal que atingiu ararinhas-azuis reintroduzidas na natureza no norte da Bahia.

Contexto da investigação

  • O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) revelou em 27 de novembro que 11 ararinhas-azuis em vida livre testaram positivo para o circovírus.
  • No dia 2 de dezembro, o órgão atualizou os dados e informou que 31 aves estavam infectadas.
  • O Criadouro Ararinha Azul, responsável pelo manejo dos animais em Curaçá, rebateu a informação e afirmou que apenas 5 aves apresentaram resultado positivo em exames, enquanto outras 98 testaram negativo.

Ações da Polícia Federal

Durante a operação, a PF apreendeu aves e dispositivos eletrônicos nos imóveis vistoriados. Em nota, o órgão informou que o criadouro investigado teria descumprido medidas emergenciais determinadas pelo ICMBio, como isolamento sanitário, testagem seriada e recolhimento das aves em vida livre.

Os investigados poderão responder por crimes de:

  • disseminação de doença capaz de causar dano à fauna;
  • matar animais da fauna silvestre;
  • obstrução de fiscalização ambiental.

As penas somadas podem chegar a oito anos de prisão, além de sanções administrativas.

Multa milionária

Após a detecção inicial do vírus em maio, o ICMBio instaurou o Sistema de Comando de Incidente para conter a disseminação. Em vistorias realizadas com apoio do Inema e da PF, foram constatadas falhas nos protocolos de biossegurança do criadouro.

Entre os problemas apontados estavam:

  • comedouros sujos, com acúmulo de fezes ressecadas;
  • ausência de equipamentos de proteção individual por parte dos funcionários, que foram flagrados usando chinelos e bermudas durante o manejo.

Como resultado, o criadouro foi multado em aproximadamente R$ 1,8 milhão.

O que diz o criadouro

Em nota, o Criadouro Ararinha Azul rejeitou as acusações de negligência e afirmou seguir protocolos rígidos de biossegurança. A instituição destacou que mantém 103 ararinhas-azuis, das quais 98 estão livres do vírus.

A direção ressaltou ainda que o espaço é mantido com capital estrangeiro e conta com profissionais especializados, incluindo veterinários e consultores internacionais. O criadouro questiona os laudos que embasaram a multa e afirma que pediu acesso ao processo para reavaliar os exames em conjunto com autoridades e laboratórios.

Divergência nos exames

Segundo o criadouro, há divergência entre metodologias laboratoriais:

  • testes convencionais apontam 3 aves positivas;
  • outro exame indicou vírus em 11 aves.

As aves infectadas estão isoladas e recebem cuidados específicos.

? O caso expõe uma disputa entre órgãos ambientais e a instituição privada responsável pela conservação da espécie, considerada símbolo da biodiversidade brasileira. A investigação da PF busca esclarecer se houve negligência no manejo e se o surto pode comprometer os esforços de reintrodução da ararinha-azul na Caatinga.

Com informações do G1




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