
As agressões e a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, completaram um mês nesta quarta-feira (4). A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) segue investigando o caso, que já resultou no indiciamento de três adultos, na exclusão da participação de um dos adolescentes inicialmente suspeitos e em ampla mobilização nacional.
A cronologia organizada pela PCSC mostra que o episódio se conecta a outras ocorrências na região, incluindo a agressão ao cão Caramelo, registrada por câmeras de segurança em 6 de janeiro, além de furtos, intimidações e até explosão de artefato em residência.
O caso Orelha chegou oficialmente à Polícia Civil em 16 de janeiro, após denúncias e coleta de informações. Desde então, foram analisadas quase mil horas de imagens, cumpridos mandados de busca e apreensão, apreendidos celulares de adolescentes que viajaram para os Estados Unidos logo após o crime e realizadas oitivas de cerca de 20 pessoas.
Os laudos veterinários e perícias técnicas foram anexados ao inquérito, e os dados dos aparelhos apreendidos estão sendo processados com softwares especializados para indicar a localização dos suspeitos nos momentos investigados.
Até o momento, não há confirmação de que os ataques tenham sido motivados por “desafios” em aplicativos digitais. O trabalho segue com apoio do CiberLab da PCSC, que atua em ocorrências no meio digital.
Nosso Whatsapp (75) 9 8844-3155