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Delação expõe suposta ligação entre cúpula da SEAP e facção criminosa em plano de fuga na Bahia

Publicada em 24/04/2026 às 19:39h - Redação Rádio Vida


Delação expõe suposta ligação entre cúpula da SEAP e facção criminosa em plano de fuga na Bahia
 (Foto: Reprodução Redes Sociais)



 

Uma delação premiada envolvendo a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, trouxe à tona detalhes de um suposto esquema de infiltração do crime organizado dentro da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia. As informações fazem parte de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia.

De acordo com o conteúdo da delação e mensagens interceptadas, integrantes da estrutura da secretaria teriam sido citados em conversas com membros de facções criminosas. Um dos nomes mencionados é o do então superintendente de Gestão Prisional, Luciano Teixeira Viana, que, segundo os diálogos, era identificado pelo codinome “Lulu BDM” em comunicações atribuídas a integrantes do Bonde do Maluco.

As investigações apontam que o grupo teria articulado um acordo financeiro estimado em cerca de R$ 2 milhões para viabilizar a fuga de 16 detentos registrada em 2024. O plano, segundo os depoimentos, envolveria servidores, lideranças políticas e membros de organizações criminosas.

Entre os nomes citados nas mensagens estão o ex-deputado Uldurico Júnior, mencionado pelo apelido “Galego”, e Geddel Vieira Lima, referido como “Chefe”. Também aparece Ednaldo Pereira, apontado como liderança local ligada ao Comando Vermelho, identificado nas conversas como “Dina” ou “Dada”.

As mensagens analisadas pelos investigadores indicam o uso frequente de codinomes como estratégia para dificultar a identificação dos envolvidos. A delação também sugere que teria havido discussões internas sobre possíveis formas de evitar a exposição do caso, caso o plano viesse a público.

O caso amplia a crise na segurança pública do estado e levanta questionamentos sobre a atuação de órgãos responsáveis pela gestão do sistema prisional. As investigações seguem em andamento e podem resultar em novas fases da operação, além de eventuais denúncias formais por parte do Ministério Público.

Até o momento, os citados nas apurações não tiveram suas responsabilidades confirmadas pela Justiça, e o espaço permanece aberto para manifestações das defesas.

Fonte: Sertaoquentenoticiaoficial

 




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