Durante agenda em Santo Antônio de Jesus nesta sexta-feira (14), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, comentou sobre os desafios da regulação estadual de saúde e a relação com municípios que não possuem hospital municipal. Segundo ele, a ausência de estrutura básica faz com que até atendimentos simples acabem sobrecarregando unidades de maior complexidade.
Jerônimo ressaltou que não pretende confrontar gestores municipais ao tratar do tema, mas destacou a responsabilidade das prefeituras em oferecer atendimento básico.
“Eu não vou ficar batendo em prefeito, não é meu papel. Ninguém vai ouvir, nunca ouviu, nem vai ouvir quando o prefeito, ou as prefeitas não cumprem aquele papel na responsabilidade de poder fazer um atendimento presente”, afirmou.
O governador explicou que, quando a atenção primária falha, a população busca diretamente os serviços estaduais.
“Quando o município não faz a atenção básica, que é aquele atendimento primário, as pessoas se sentem na obrigação — e estão corretas — de procurar a primeira porta para socorro”, disse.
Jerônimo reforçou que a falta de estrutura municipal gera impacto direto na regulação estadual:
“90% não era para estar ali, era para estar passando por uma UBS, UPA, hospital municipal. Como o município não tem e não faz, por diversos motivos, a conta recai sobre nós”, destacou.
Além das declarações sobre saúde, a agenda do governador em Santo Antônio de Jesus incluiu a entrega de novas viaturas, anúncios de obras e investimentos voltados para ampliar a oferta de serviços no Hospital Regional, referência para toda a região do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá.
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