O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, voltou a criticar a condução da política de segurança pública do governo da Bahia e colocou em xeque o discurso social adotado pelo PT. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (15), durante o Encontro do Mandato do deputado federal Leo Prates (PDT-BA), realizado em Salvador, que reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores.
Ao discursar para o público, ACM Neto afirmou que o debate sobre políticas públicas precisa ser baseado em dados concretos e na realidade vivida pela população, especialmente pelas camadas mais pobres. Segundo ele, embora o governo estadual se apresente como defensor dos mais vulneráveis, falha ao não garantir condições básicas de segurança e proteção à vida.
Para o ex-prefeito de Salvador, a violência é hoje um dos principais fatores de desigualdade social no estado. Ele questionou se o governo realmente cumpre o papel de cuidar da população de baixa renda quando não consegue conter o avanço do crime organizado. “No discurso e na propaganda, eles dizem que defendem os pobres. Mas quando a gente olha para a vida real, a situação é outra. Será que se cuida do pobre quando ele morre vítima da violência, da insegurança e do crime?”, provocou.
ACM Neto destacou ainda que a criminalidade não afeta todos da mesma forma. De acordo com ele, quem possui maior poder aquisitivo consegue se proteger por meio de segurança privada, veículos blindados e moradia em condomínios fechados, enquanto a população mais pobre permanece exposta ao risco diário. “Quem tem dinheiro se protege. Já o pobre fica refém da criminalidade e da ausência do Estado”, afirmou.
O Encontro do Mandato do deputado Leo Prates foi marcado por um balanço das ações parlamentares desenvolvidas ao longo de 2025, além de momentos de diálogo com a população e apresentação de propostas. O evento contou com a presença do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), além de vereadores, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos da sociedade.
Durante o encontro, o tom predominante foi de cobrança por políticas públicas mais eficazes, sobretudo na área da segurança, apontada como uma das maiores preocupações da população baiana. As falas de ACM Neto reforçaram o discurso de oposição ao governo estadual e evidenciaram a tentativa de associar o avanço da violência ao impacto direto sobre a vida dos mais pobres.
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