A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar forma — e os números mais recentes colocam o cenário mais disputado do que muitos esperavam. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, confirmou a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL) como o principal adversário do presidente Lula para as eleições de outubro, apenas dois meses após ser escolhido por Jair Bolsonaro como candidato da oposição.
No cenário mais amplo testado pelo instituto — com os nomes de Ratinho Jr., Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo incluídos —, Lula lidera com 35% dos votos, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Uma diferença de apenas seis pontos que, em política, pode ser consumida rapidamente ao longo de uma campanha.
O avanço do senador fica ainda mais evidente quando comparado à pesquisa do início de janeiro, em que ele aparecia com 26% no mesmo cenário — um crescimento de três pontos em poucas semanas. Já no cenário em que entra o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula sobe para 36% e Flávio recua para 23%, sugerindo que a presença do governador paulista fragmenta o eleitorado de direita.
O dado que mais chama atenção, porém, é a comparação histórica. Em fevereiro de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro aparecia com apenas 23% nas pesquisas do mesmo instituto, 22 pontos abaixo de Lula. Flávio, no mesmo ponto do ciclo eleitoral, já marca 29% — desempenho superior ao do pai nesta mesma janela temporal. A diferença entre Jair e Lula foi se fechando progressivamente até o primeiro turno, quando o resultado final foi 48,43% para Lula e 43,20% para Bolsonaro.
Os demais nomes testados aparecem bem atrás: Sérgio Moro e Ciro Gomes empatados com 7%, João Doria e André Janones com 2%, Simone Tebet com 1% e Rodrigo Pacheco com 0%.
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