O senador Jaques Wagner (PT) confirmou, nesta sexta-feira (20), a composição da chapa governista que deve disputar as eleições estaduais de 2026 na Bahia. O anúncio foi feito durante agenda política no município de Irecê, no centro-norte do estado, onde o parlamentar afirmou que o grupo aliado já trabalha com uma estrutura definida para a disputa.
De acordo com Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) será candidato à reeleição e terá novamente como vice o atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), repetindo a aliança vitoriosa das eleições de 2022. Segundo o senador, a manutenção da chapa representa continuidade administrativa e fortalece a estabilidade política do governo estadual.
Para a disputa ao Senado, a base governista pretende lançar dois nomes do PT: o próprio Jaques Wagner, que buscará renovar o mandato, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ex-governador da Bahia. A dobradinha é considerada estratégica pelo grupo, que aposta na experiência política dos dois líderes para ampliar a representação do partido no Congresso Nacional.
Durante o pronunciamento, Wagner comentou críticas de adversários e até de setores da própria base que classificam a composição como uma “chapa puro-sangue”, devido à forte presença do PT nos principais cargos. O senador rejeitou a definição e afirmou preferir o termo “chapa puro G”, em referência às quatro principais lideranças envolvidas: Jerônimo Rodrigues, Geraldo Júnior, Rui Costa e o próprio Wagner.
Segundo ele, a expressão simboliza um grupo com experiência administrativa e trajetória política consolidada. Wagner afirmou que a proposta é apresentar ao eleitorado uma equipe preparada para dar continuidade aos projetos em andamento e ampliar investimentos em áreas como infraestrutura, educação, saúde e desenvolvimento regional.
O senador também abordou as divergências recentes dentro da base governista, especialmente as tensões envolvendo lideranças do PSD. Entre os episódios citados está a saída do senador Angelo Coronel do partido após conflitos internos que evidenciaram diferenças entre aliados. Apesar disso, Wagner adotou um tom conciliador e defendeu a preservação da unidade política.
Para o petista, divergências são naturais em alianças amplas; no entanto, o diálogo deve ser o principal instrumento para manter a coesão entre os partidos que apoiam o governo estadual. Ele ressaltou que a campanha deverá priorizar propostas e resultados administrativos, evitando ataques pessoais ou disputas baseadas em confrontos diretos.
Wagner também destacou o papel dos partidos aliados, especialmente o MDB, que possui forte presença nos municípios baianos e participa ativamente da sustentação política do governo. Segundo ele, a parceria entre PT e MDB continuará sendo um dos pilares da estratégia eleitoral.
Com a chapa praticamente definida, o grupo governista busca reduzir incertezas e se antecipar às movimentações da oposição. A expectativa é chegar ao período eleitoral com uma base organizada, unida e preparada para disputar o governo do estado e as vagas ao Senado em 2026.
Nosso Whatsapp (75) 9 8844-3155