A conduta do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, nas interlocuções com prefeitos do interior da Bahia tem provocado crescente desconforto nos bastidores da política estadual. De acordo com relatos de lideranças municipais, há queixas sobre dificuldade de acesso, ausência de escuta ativa e pouca abertura para o diálogo institucional.
Prefeitos ouvidos reservadamente afirmam que a comunicação com o grupo político ligado a ACM se tornou mais restrita nos últimos anos, o que tem alimentado a percepção de decisões concentradas em poucos núcleos estratégicos. Para gestores que enfrentam desafios diários nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e assistência social, a falta de articulação mais próxima é vista como um obstáculo à construção de parcerias sólidas.
Especialistas em análise política avaliam que, em um estado com a dimensão territorial e as diferenças socioeconômicas da Bahia, o fortalecimento da relação com os municípios é determinante para qualquer projeto de poder duradouro. A interlocução constante com prefeitos é considerada essencial tanto para viabilizar alianças eleitorais quanto para consolidar apoio regional.
Nos bastidores, há o entendimento de que uma postura interpretada como distante pode enfraquecer vínculos estratégicos e gerar ruídos dentro do próprio campo político. Lideranças municipais destacam que a construção de consensos exige presença, diálogo permanente e sensibilidade às demandas locais.
Até o momento, não houve manifestação pública de ACM sobre as críticas. O cenário, porém, reforça a importância do alinhamento entre lideranças estaduais e administrações municipais em um ambiente político cada vez mais competitivo na Bahia.
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