Embora o senador Jaques Wagner (PT) tenha afirmado a aliados que a composição da chapa para a sucessão estadual está definida e não sofrerá alterações, o debate sobre o nome indicado para vice-governador segue ativo nos bastidores do governo baiano.
A polêmica ganhou força após Wagner anunciar, na semana passada, a formação da chapa durante a ausência do governador Jerônimo Rodrigues, que estava fora do país. O gesto provocou ruídos internos e abriu espaço para questionamentos dentro da própria base.
Apesar da sinalização pública de que o cenário está consolidado, lideranças governistas admitem que a permanência do atual vice-governador, Geraldo Júnior, enfrenta resistência em setores estratégicos do grupo político. A insatisfação tem alimentado conversas reservadas sobre a conveniência de manter ou não o nome na composição.
Integrantes do governo avaliam que a definição da vice é peça-chave para garantir equilíbrio político, ampliar alianças e reduzir desgastes antes do início oficial da corrida eleitoral. A discussão envolve cálculos partidários, peso regional e capacidade de articulação, fatores considerados decisivos para a montagem de uma chapa competitiva.
Mesmo com o discurso de unidade adotado por Wagner, o ambiente interno ainda registra divergências. Nos bastidores, interlocutores apontam que o tema não está completamente encerrado e pode voltar à mesa de negociações, a depender do cenário político e das movimentações das próximas semanas.
Enquanto isso, a base governista trabalha para conter ruídos e evitar que o debate interno se transforme em crise pública, preservando a estratégia eleitoral do grupo para a disputa estadual.
Fonte: Poítica Livre
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