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Viagem de Wagner, Rui Costa e Sidônio em jatinho ligado a investigado por grilagem gera repercussão na Bahia

Publicada em 06/04/2026 às 16:26h - Viagem de Wagner, Rui Costa e Sidônio em jatinho ligado a investigado por grilagem gera repercussão na Bahia


Viagem de Wagner, Rui Costa e Sidônio em jatinho ligado a investigado por grilagem gera repercussão na Bahia
 (Foto: Bahia Notícias)



Uma viagem realizada em junho de 2025 colocou nomes importantes da política baiana no centro de questionamentos. O senador Jaques Wagner, o então ministro da Casa Civil Rui Costa e o atual ministro Sidônio Palmeira utilizaram uma aeronave privada pertencente a uma empresa ligada à família de um empresário citado em apuração do Ministério Público da Bahia sobre suposta grilagem de terras.

De acordo com registros de tráfego aéreo, o deslocamento ocorreu na noite de 18 de junho de 2025, com destino a Salvador. Além dos três, também estavam a bordo dois auxiliares próximos às autoridades. O voo não contou com a presença dos proprietários da aeronave.

O jatinho é vinculado à empresa DH Agropecuária Ltda, administrada por Ana Paula Dupuy Hermes e Diego Dupuy Hermes, filhos do empresário Nestor Hermes. O nome dele aparece em um relatório do Ministério Público da Bahia que investiga um possível esquema de apropriação irregular de terras no município de Cocos, região oeste do estado.

Outros integrantes do governo também participaram da viagem, entre eles o assessor da Casa Civil Marcelo Emerenciano, ex-prefeito de Cocos, e Tiago Cesar dos Santos, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social.

Em declarações à imprensa, Sidônio Palmeira afirmou que não tinha conhecimento sobre a propriedade do avião. Segundo ele, a viagem ocorreu após perder um voo comercial, quando surgiu a oportunidade de embarcar no jatinho. Já Jaques Wagner confirmou ter utilizado a aeronave em ocasião anterior, mas disse desconhecer qualquer irregularidade envolvendo o empresário citado.

Até o momento, Rui Costa não se pronunciou sobre o caso, mesmo após tentativas de contato por parte da imprensa.

As investigações do MP-BA apontam que Nestor Hermes seria suspeito de liderar um grupo envolvido em disputas fundiárias, com registros de conflitos na região. O relatório também menciona a possível atuação de sua filha em intermediações financeiras ligadas a um ex-policial militar acusado de participação em episódios de violência relacionados à posse de terras.

Em processos judiciais, produtores rurais relatam ameaças, invasões e a presença de homens armados durante disputas por propriedades. Apesar disso, a defesa do empresário contesta todas as acusações.

Representado pelo advogado Pablo Domingues, Hermes nega envolvimento em qualquer atividade ilegal. Segundo a defesa, não há denúncia formal, processo criminal em andamento ou investigação ativa contra ele ou seus familiares. O advogado também afirmou que as viagens ocorreram dentro da legalidade e que o empresário tem sido alvo de ataques com informações falsas, situação que, segundo ele, já foi reconhecida pela Justiça.

O caso segue repercutindo no cenário político baiano e levanta questionamentos sobre a relação entre agentes públicos e o uso de aeronaves privadas vinculadas a pessoas citadas em investigações.

Fonte: Bahia Noticias




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