A configuração política que já foi considerada praticamente imbatível na Bahia começa a apresentar sinais de desgaste às vésperas da janela partidária. A chamada “chapa dos sonhos” do Partido dos Trabalhadores (PT), formada por na disputa pelo governo, ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner como candidatos ao Senado, já não demonstra a mesma força de antes.
Inicialmente vista como uma composição sólida e difícil de ser batida, a aliança governista agora enfrenta entraves internos e externos. Um dos principais pontos de tensão está na definição do nome para a vice-governadoria, que ainda não foi consolidado e tem gerado impasses nos bastidores.
Além disso, a relação com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) apresenta sinais de desgaste. Lideranças influentes da sigla, como Geddel Vieira Lima, Lúcio Vieira Lima e Geraldo Júnior, têm demonstrado insatisfação, o que pode comprometer alianças estratégicas importantes para o grupo governista.
Enquanto isso, o campo oposicionista ganha força e articula uma composição competitiva. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, avança na consolidação de sua candidatura ao governo, tendo Zé Cocá como possível vice. Para o Senado, surgem os nomes de Ângelo Coronel e João Roma, com apoio político do ex-prefeito José Ronaldo.
Diante desse cenário, o que antes parecia uma disputa previsível se transforma em uma corrida mais aberta e competitiva. As movimentações dos próximos dias, especialmente durante o período da janela partidária, serão decisivas para redefinir alianças e consolidar candidaturas no estado.
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