O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, movimentou o cenário político estadual neste sábado durante agenda em Feira de Santana ao afirmar que pretende “entregar a Lula dois senadores do nosso time” nas eleições de 2026. A fala repercutiu imediatamente nos bastidores da política baiana e intensificou as articulações dentro da base aliada do governo.
A declaração foi interpretada como um indicativo de que o grupo governista pretende montar uma chapa majoritária totalmente alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecendo a presença do PT e de aliados próximos no próximo pleito estadual.
Nos corredores da política, o nome do ministro da Casa Civil, Rui Costa, aparece como um dos principais cotados para disputar uma vaga ao Senado Federal. Ao mesmo tempo, o senador Angelo Coronel busca manter espaço dentro da composição governista para tentar a reeleição, o que aumenta a disputa interna por posições na futura chapa.
A sinalização feita por Jerônimo acabou elevando a tensão entre lideranças da própria base, já que o grupo político terá que acomodar diferentes interesses e alianças na construção da estratégia eleitoral para 2026.
Enquanto isso, integrantes da oposição acompanham o movimento de perto. A expectativa é que adversários do governo estadual utilizem o discurso de concentração política do grupo liderado pelo PT, que administra a Bahia há quase duas décadas consecutivas.
Entre os nomes da oposição, o ex-ministro João Roma deve reforçar críticas relacionadas ao domínio político do grupo governista no estado, explorando o debate sobre renovação e alternância de poder.
Com o avanço das articulações para as próximas eleições, o clima político na Bahia começa a se intensificar antecipadamente, principalmente diante da disputa por espaços limitados dentro das alianças partidárias.
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