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Lindbergh Farias pede investigação da PF sobre mansão ligada à pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Publicada em 02/07/2026 às 22:28h - Redação Rádio Vida


Lindbergh Farias pede investigação da PF sobre mansão ligada à pré-campanha de Flávio Bolsonaro
 (Foto: Reprodução )



O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou um pedido junto à Polícia Federal para que seja apurada a aquisição de uma mansão avaliada em R$ 14,5 milhões, localizada no Lago Sul, área de alto padrão de Brasília. Segundo o parlamentar, o imóvel estaria sendo utilizado como base das atividades políticas da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na representação apresentada, Lindbergh solicita que a PF investigue as circunstâncias da compra do imóvel, registrado em nome do advogado José Vicente Santini, apontado como coordenador da pré-campanha do senador.

Compra do imóvel é alvo de questionamentos

De acordo com o documento encaminhado à Polícia Federal, a aquisição da residência teria sido realizada com o pagamento de uma entrada de R$ 4 milhões, enquanto os R$ 10,5 milhões restantes foram financiados pelo Banco de Brasília (BRB).

O deputado pede que sejam esclarecidas as condições financeiras da operação, especialmente a origem dos recursos utilizados na entrada e a capacidade financeira do comprador para arcar com as parcelas do financiamento.

Segundo a representação, um empréstimo desse porte resultaria em prestações mensais estimadas em cerca de R$ 128 mil. Considerando as regras normalmente adotadas pelas instituições financeiras, que limitam o comprometimento da renda a aproximadamente 30%, Lindbergh argumenta que seria necessária uma renda mensal próxima de R$ 429 mil para viabilizar a operação.

Por esse motivo, ele solicita que a Polícia Federal confronte os rendimentos declarados por José Vicente Santini com os documentos apresentados para obtenção do crédito.

Uso político da residência também é citado

Outro ponto levantado pelo parlamentar diz respeito à utilização do imóvel. Segundo o pedido de investigação, embora a casa esteja formalmente registrada em nome do advogado, ela estaria funcionando como centro de articulação política da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

A representação pede que sejam verificados eventuais contratos de aluguel, comodato, cessão de uso ou outro instrumento jurídico que justifique a utilização da propriedade para atividades ligadas ao senador.

BRB e investigações anteriores aparecem na representação

O documento também menciona que o BRB foi responsável pelo financiamento de outro imóvel pertencente a Flávio Bolsonaro, adquirido anteriormente em Brasília por meio de um empréstimo de R$ 5,97 milhões, posteriormente quitado antes do prazo inicialmente previsto.

Além disso, Lindbergh faz referência à Operação Compliance Zero, investigação conduzida pela Polícia Federal que apurou supostas irregularidades envolvendo operações financeiras relacionadas ao BRB. A operação resultou na prisão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, por suspeitas de fraudes envolvendo transferências de carteiras de crédito sem lastro ligadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A representação também cita reportagens que mencionam negociações atribuídas a Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro para obtenção de recursos destinados ao projeto cinematográfico "Dark Horse", filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pedido prevê envio do caso à PGR e ao STF

Por envolver um senador da República, o deputado solicita que a Polícia Federal observe as regras relacionadas ao foro por prerrogativa de função. Caso sejam identificados indícios de participação direta ou eventual benefício patrimonial de Flávio Bolsonaro, o documento pede que o procedimento seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgãos competentes para analisar investigações envolvendo parlamentares federais.

Até a publicação das informações, conforme relatado pelo Poder360, a assessoria da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e o Banco de Brasília (BRB) não haviam se manifestado sobre o caso. O veículo também informou que não conseguiu contato com o advogado José Vicente Santini. Eventuais posicionamentos poderão ser incorporados posteriormente, caso sejam apresentados.

Fonte: Poder360




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