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Sabatina: Lula defende Jaques Wagner, destaca amizade de 45 anos e diz que senador responderá se irregularidades forem comprovadas

Publicada em 27/08/2026 às 23:24h - Redação Rádio Vida


Sabatina: Lula defende Jaques Wagner, destaca amizade de 45 anos e diz que senador responderá se irregularidades forem comprovadas
 (Foto: Manoella Mello / Globo)



Durante uma sabatina exibida pela Rede Globo após o Jornal Nacional, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do senador baiano Jaques Wagner (PT). Ao comentar as investigações que envolvem o parlamentar e o Banco Master, Lula destacou a longa amizade entre os dois, construída desde o período em que atuavam no movimento sindical, e afirmou que não pretende condená-lo antes da conclusão das apurações.

Segundo Lula, sua relação com Jaques Wagner ultrapassa quatro décadas. O presidente lembrou que conhece o senador há cerca de 45 anos, desde a época em que ambos participavam do movimento sindical, e declarou confiar na conduta do aliado político.

O petista ressaltou, entretanto, que qualquer pessoa deve responder pelos próprios atos caso seja considerada culpada após o encerramento das investigações e do processo legal.

“Até que seja comprovado o contrário, ele é inocente”, afirmou Lula ao defender a necessidade de que as apurações sejam concluídas antes de qualquer julgamento político.

Presidente afirma que não pretende antecipar julgamentos

Ao responder sobre as suspeitas relacionadas ao senador baiano, Lula criticou o que classificou como julgamentos baseados apenas em suspeitas e informações ainda não confirmadas pelas investigações.

O presidente afirmou que não considera correto construir uma posição política a partir de ilações, principalmente quando os fatos ainda estão sendo analisados pelos órgãos responsáveis pela investigação.

Lula também destacou que, até aquele momento, não havia uma conclusão definitiva comprovando a participação de Jaques Wagner em irregularidades relacionadas ao Banco Master.

De acordo com o presidente, existe uma diferença entre uma investigação em andamento e uma condenação. Para Lula, o devido processo precisa ser respeitado, permitindo que todas as informações sejam apuradas antes de qualquer responsabilização.

Amizade de 45 anos foi lembrada durante a entrevista

Durante a sabatina, Lula fez questão de mencionar a amizade construída com Jaques Wagner ao longo dos últimos 45 anos.

O presidente afirmou que a relação entre os dois teve início durante o período em que atuavam no movimento sindical e que, por essa razão, conhece a trajetória política e pessoal do senador há várias décadas.

Para Lula, não seria justo colocar em dúvida toda a relação construída ao longo dos anos apenas por causa de suspeitas que ainda estão sendo investigadas.

O presidente também declarou acreditar na honestidade de Jaques Wagner e afirmou que não pretende mudar sua posição em relação ao senador enquanto não houver uma conclusão concreta das autoridades responsáveis pelo caso.

Lula diz que, se houver culpa comprovada, Wagner deverá responder

Apesar de defender o senador e reforçar sua confiança no aliado, Lula deixou claro que não defende impunidade.

O presidente afirmou que, caso as investigações comprovem algum tipo de irregularidade, Jaques Wagner deverá arcar com as consequências previstas na lei, assim como qualquer outro cidadão.

Na avaliação de Lula, a presunção de inocência não impede que uma pessoa seja responsabilizada posteriormente, caso surjam provas que comprovem a participação em irregularidades.

Dessa forma, o presidente defendeu que as investigações tenham continuidade e sejam concluídas antes de qualquer posicionamento definitivo sobre a responsabilidade do senador.

Jaques Wagner é alvo de investigação da Polícia Federal

O nome do senador baiano passou a integrar as investigações da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal no dia 18 de junho.

A operação investiga supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master e a pessoas ligadas ao grupo empresarial investigado.

Segundo informações dos investigadores, Jaques Wagner teria recebido, ao longo dos últimos anos, benefícios que passaram a ser analisados no âmbito da operação.

Entre os fatos investigados estão a utilização frequente de aeronaves vinculadas ao grupo do empresário Daniel Vorcaro, ingressos para eventos e a negociação envolvendo um apartamento localizado em Salvador, avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Apartamento e possível atuação política estão entre os pontos investigados

A Polícia Federal também apura as circunstâncias da negociação do imóvel localizado na capital baiana.

De acordo com a linha de investigação apresentada, o apartamento teria sido adquirido por Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com a participação de intermediários ligados ao grupo investigado.

Os investigadores buscam esclarecer se a operação teve como objetivo beneficiar o senador.

Outro ponto que faz parte das apurações é uma suposta atuação de Jaques Wagner em defesa de interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.

As suspeitas, no entanto, seguem sob investigação, e ainda dependem da conclusão das apurações e das eventuais decisões das autoridades competentes.

Lula reforça defesa do devido processo

Ao abordar o assunto na entrevista ao Jornal Nacional, Lula sustentou que é necessário separar as suspeitas levantadas durante uma investigação de uma eventual condenação.

O presidente afirmou que não pretende abandonar ou condenar um aliado político antes que todas as informações sejam devidamente esclarecidas.

Para Lula, o respeito ao processo investigativo é fundamental para que qualquer responsabilização seja feita com base em provas e dentro dos procedimentos legais.

A declaração do presidente reforçou, ao mesmo tempo, sua confiança pessoal em Jaques Wagner e sua posição de que o senador deverá responder caso as suspeitas sejam efetivamente comprovadas.

Assim, Lula procurou deixar claro que continuará defendendo a presunção de inocência do senador enquanto as investigações estiverem em andamento, mas afirmou que não haverá justificativa para impunidade caso uma eventual irregularidade seja confirmada pelas autoridades competentes.

 

 

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1 comentário


Paulo Bidé

28/08/2026 - 09:58:49

Na minha opinião, pela minha militância política há várias décadas, o senador Jacques Wagner não deveria está no palanque e nem manifestações do Partido dos Trabalhadores, nessa campanha para elegermos Lula pela 4a.vez.


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