Havia algo de simbólico no ar na noite deste sábado (14) em Jiquiriçá. Depois de mais de três anos de espera — uma espera que envergonhava, que adoecia e que expunha a fragilidade de gestões que não conseguiram resolver o problema —, o povo da cidade voltou a ter seu hospital de volta. O Júlia Maia reabriu as portas, reformado, equipado e pronto para atender quem mais precisa.
A história que antecede essa celebração é dura. Na enchente que devastou Jiquiriçá no natal de 2021, o hospital foi gravemente danificado e precisou fechar. O que deveria ser uma solução temporária se arrastou por anos. Nesse intervalo, a população que dependia do sistema público de saúde foi empurrada para uma Unidade Básica de Saúde adaptada às pressas — um espaço que nunca foi pensado para suprir a demanda de um hospital, e que expôs pacientes e profissionais de saúde a condições extremamente inadequadas.
A reabertura não representa apenas tijolos reformados e equipamentos novos. Representa o fim de um constrangimento coletivo e o reconhecimento de que a população de Jiquiriçá merecia mais — e esperou demais. Além da reforma estrutural completa, o Júlia Maia chega renovado com mobiliário e equipamentos modernos, oferecendo condições dignas de atendimento que a cidade não via há muito tempo.
"É um momento de muita felicidade para todos nós. Depois de tantos anos com o hospital fechado por conta das enchentes, conseguimos devolver à população um espaço totalmente revitalizado, equipado e pronto para atender nossa gente com dignidade", disse o prefeito Lucas de Deraldo, que destacou o empenho da gestão municipal para garantir a reabertura com estrutura adequada.
Para os moradores de Jiquiriçá, a noite deste sábado teve gosto de alívio — e de justiça, finalmente feita.
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